Imagem mística, iara mãe d’agua.
A imagem passava em ventos murmurantes
Que estimulava as cantoras da tempestade
Quando canta, dia indo noite encobrir, sonho
Quando mar aberto, longe viu margem boreal
Mais uma vez o destino não veio fazer, aurora
Mística sem vontade não partirá, talvez sentindo
Clareza na distância, ficando perto pela margem
Além do que possa perecer, outro tempo ainda
Dividindo, assim tão de repente que não sente
Da aurora, crepúsculo entardecido bem cedo
Não participava nas manhas, outras vivas iaras
Cantando das tempestades, do outro temporal
Lembrando apenas imagem, ventos murmuram
Ate não ficar nenhuma margem do que pareça.
Márcio palafi. 10/12/2010.
O sentido do vento na lágrima adormece.
Pensava que distante choravas a um fim
Pois enfim apavoras vindo das distantes
Parecia ouvir tanto choro, adormeci alento
Embora outro dia, amanheci desperto, lá
Em outro fim, não ouvia mais outro tempo
Para acontecer novamente, tudo de bom
A tristeza por não findar, qual magoa trás
Agora quando qualquer coisa não ruiu
Das poucas ruínas, não mais existe choro
Despertando, algo inocente de prever além
Quando chegar, poderia não existir, alguém
Participando de sua vontade, saberia quanto
Adormecendo em prantos, nocivos ao Leo
Aqueça-te, pois o tempo não para, outrora
Toda lágrima seca, sendo brisa suave.
10/12/2010. Márcio palafi.